
Os presidentes dos quatro grandes times paulistas — Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo — se reuniram nesta segunda-feira (28) na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF) para discutir estratégias. Um posicionamento conjunto foi definido pela cúpula paulista para ser apresentado ao Governo Federal durante uma reunião marcada para esta terça-feira (29), no Palácio do Planalto, em Brasília. A principal questão é o buraco financeiro prestes a acontecer por conta da MP que proíbe a atuação e a divulgação de marcas de casas de apostas em território nacional a partir do dia 6 de outubro.
Milhões de reais em jogo no futebol paulistano e no Brasil
O banimento imediato dos patrocínios de bets atinge diretamente as finanças do futebol brasileiro, com o estado de São Paulo concentrando a maior fatia das perdas:
- Quarteto paulista: Recebe R$ 375 milhões anuais em contratos com empresas do setor. O valor total projetado até o encerramento dos vínculos ultrapassa a marca de R$ 900 milhões.
- Série A do Brasileirão: 13 dos 20 clubes da elite possuem acordos com casas de apostas, somando R$ 900 milhões por temporada em receitas fixas.
Com a entrada em vigor da restrição, as camisas das equipes já não poderão exibir as marcas patrocinadoras no retorno da Série A, marcado para o dia 7 de outubro.
Comitiva ministerial e pauta de crédito emergencial
Sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a comitiva paulista e os representantes do futebol nacional serão recebidos em Brasília por quatro ministros de Estado:
- Dario Durigan: Ministro da Fazenda
- Paulo Henrique Cordeiro: Ministro do Esporte
- Bruno Moretti: Ministro do Planejamento
- Sidônio Palmeira: Ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom)
A principal reivindicação que FPF e clubes levarão à mesa é a criação de uma linha de crédito especial para o setor esportivo via BNDES. O objetivo da medida é garantir liquidez de caixa e amortecer o impacto financeiro imediato até que novas fontes de receita ou patrocinadores substitutos sejam captados no mercado.