
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, desferiu duras críticas ao Santos após a condenação do clube paulista na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF. Em entrevista à Gazeta Esportiva, o dirigente classificou a conduta da diretoria santista como “estelionato esportivo” e exigiu o pagamento imediato da dívida de R$ 18,6 milhões referente à transferência do zagueiro Joaquim.
“Vou expor, sim, o Santos. É um clube caloteiro mesmo, sem-vergonha. A questão do estelionato esportivo é verdade. Você ficar na Série A sem pagar quem deve é se aproveitar de uma falha no sistema. É um golpe. O Corinthians está dando golpe no futebol brasileiro e o Santos é outro golpista. Vamos parar de passar pano e falar a verdade. Se não quiserem ouvir verdades, paguem”, disparou Dresch.
A origem do débito e o descumprimento de acordo por parte do Santos
A dívida refere-se à venda do defensor Joaquim ao Peixe em 2023, além de repasses não efetuados na negociação posterior do atleta com o Tigres, do México. Antes de se transferir para o futebol mexicano, o zagueiro disputou 66 jogos e marcou seis gols pelo Alvinegro Praiano.
Segundo nota oficial emitida pelo Dourado, o Santos descumpriu um plano de renegociação firmado em 2025:
- Acordo descumprido: Após o vencimento da última parcela original em janeiro de 2025, o Cuiabá deu desconto e parcelou o saldo restante em cinco vezes. O Santos quitou apenas a primeira parcela.
- Processo na CNRD: O Cuiabá acionou o tribunal da CBF em maio de 2025, obtendo a sentença favorável após 16 meses de tramitação.
- Cobrança irrestrita: A diretoria mato-grossense avisou que não aceitará recursos protelatórios e exige o depósito imediato dos valores.
Rombo cruzado: cobranças do Cuiabá superam R$ 40 milhões no Brasil
O litígio contra o Santos integra um cenário amplo de inadimplência de grandes equipes com o clube de Mato Grosso. No total, os créditos a receber do Dourado no futebol nacional ultrapassam R$ 40 milhões.
Além do Peixe, o Corinthians responde por débitos pela compra do volante Raniele — inseridos em um plano de parcelamento em 24 parcelas trimestrais até 2031 —, enquanto agremiações como Sport e Grêmio também acumulam pendências financeiras com a equipe do Centro-Oeste.
