
A iminente proibição da divulgação de publicidade de casas de apostas no Brasil, estabelecida por Medida Provisória a partir de 6 de outubro, provocou uma resposta imediata no setor de patrocínios esportivos. Com a possibilidade de ruptura do contrato com a Esportes da Sorte e a previsão de uma significativa queda nas receitas, o Corinthians recebeu uma proposta de R$ 120 milhões por um período de 12 meses da Fatal Model. A plataforma de acompanhantes planeja ocupar o espaço central do uniforme alvinegro assim que a limitação federal começar a valer.
Uma possível rescisão e um valor expressivo em questão
Atualmente, o Timão mantém vínculo com a Esportes da Sorte avaliado em R$ 150 milhões anuais fixos até o fim de 2029. Contudo, a norma governamental que veta a veiculação de marcas de apostas a partir de outubro ativa cláusulas contratuais de rescisão sem ônus para a empresa patrocinadora. Nesse cenário de incerteza, a Fatal Model — que já stamping o calção da equipe masculina por meio da marca Fatal Fans — surge como alternativa imediata para mitigar o impacto orçamentário no clube do Parque São Jorge.
Impacto generalizado além do Corinthians e números do setor no país
O desdobramento legislativo atinge a maioria dos clubes da elite nacional. Dos 20 participantes da Série A, 13 mantêm acordos comerciais com plataformas de apostas, somando mais de R$ 900 milhões em receitas anuais. O Flamengo lidera o segmento com R$ 220 milhões pagos pela Betano, enquanto os quatro principais clubes paulistas — Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos — contabilizam, juntos, R$ 375 milhões anuais em receitas do setor:
- Corinthians (Esportes da Sorte): R$ 150 milhões/ano (contrato até 2029)
- Palmeiras (Sportingbet): R$ 100 milhões/ano (contrato até 2027)
- São Paulo (Superbet): R$ 90 milhões/ano (contrato até 2029)
- Santos (Novibet): R$ 35 milhões/ano (contrato até 2029)
Votação no Congresso e articulação por socorro financeiro
O texto da Medida Provisória segue para análise no Congresso Nacional, onde será votado em novembro, após o encerramento do recesso parlamentar motivado pelo período eleitoral. Paralelamente às negociações comerciais individuais, os clubes da Série A articulam uma ofensiva junto ao Governo Federal para pleitear linhas de crédito emergenciais via BNDES, buscando amenizar o déficit imediato provocado pelo encerramento abrupto dos contratos publicitários do setor de apostas.