
Autor do único gol corintiano na derrota por 3 a 1 para o Fluminense, no último domingo (20), o zagueiro Gustavo Henrique pronunciou-se publicamente em apoio ao técnico Fernando Diniz. Em entrevista na Neo Química Arena, o defensor descartou uma eventual troca na comissão técnica como solução para estancar a crise no Campeonato Brasileiro e defendeu a continuidade do trabalho durante o período de treinos na Data FIFA.
“Uma demissão agora não seria benéfica”: o respaldo do vestiário
O zagueiro enfatizou a importância de manter a estabilidade no comando técnico na reta final do torneio nacional, ressaltando o retorno iminente de peças lesionadas, como o atacante Yuri Alberto, e o histórico recente positivo do treinador no clube:
“Acredito que uma demissão de técnico agora não seria benéfica. Faltam apenas dez jogos e, como falei, teremos a volta de jogadores importantes retornando. O professor terá tempo e material para trabalhar. Da mesma forma como ele chegou aqui e ficou sete jogos sem sofrer gols, ele já viveu momentos ótimos com o clube. Por isso, acho que cabe um voto de confiança da torcida ao nosso treinador. É um cara que se dedica e se entrega muito. Mas temos que ficar quietos, trabalhar e seguir.”
Divisão de responsabilidades entre os atletas
Ao abordar a sequência ininterrupta de seis reveses no Brasileirão, Gustavo Henrique cobrou postura do elenco e reforçou que a responsabilidade pelos maus resultados dentro de campo é compartilhada por todos os jogadores:
“O professor é um cara que se entrega muito. A gente vê a sinceridade e o que ele quer do time. E nós também: este é um grupo excelente. As coisas não vêm acontecendo da maneira que queremos. Todo mundo aqui tem sua parcela de culpa, todo mundo aqui é homem. Precisamos assumir as nossas responsabilidades e trabalhar mais, porque agora faltam dez finais.”
Foco total na preparação durante a Data FIFA
O desabafo do experiente defensor alinha-se ao posicionamento do diretor de futebol Marcelo Paz, que também assegurou a permanência de Fernando Diniz no cargo. O Corinthians usará as quase duas semanas de paralisação no calendário para reajustar a equipe antes do confronto decisivo contra o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre, em busca da reabilitação na Série A.
