
O São Paulo cumpriu nesta sexta-feira (11) o pagamento dos salários de agosto que estavam em atraso. A diretoria dividiu os depósitos: pela manhã, quitou os jovens e atletas com remuneração menor; à tarde, os mais experientes e com salários mais altos.
A medida trouxe alívio momentâneo ao CT da Barra Funda, que vivia clima de apreensão desde o estouro do prazo — o quinto dia útil de setembro passou sem que os valores fossem depositados.
Direitos de imagem continuam pendentes
Apesar da quitação dos salários de carteira, os direitos de imagem seguem atrasados. A defasagem varia de dois a quatro meses, conforme o contrato de cada jogador.
Líderes de torcidas organizadas já haviam se manifestado publicamente sobre a ausência de pagamentos, expondo um desgaste que a diretoria tentava resolver internamente.
Impasse político
O plano para regularizar os direitos de imagem até o fim de setembro permanece travado. A diretoria pretende usar a antecipação de receitas do contrato com a Ticketmaster — R$ 140 milhões no total, sendo R$ 110 milhões já adiantados.
O acordo passou pelo Conselho Deliberativo, mas a destinação específica dos recursos ainda precisa de aprovação final. A oposição tenta barrar a medida, alegando falta de transparência e questionando a gestão do presidente Massis.
Dívida bilionária
O clube convive com dívida próxima de R$ 1 bilhão. O próximo balanço deve registrar, pela primeira vez na história são-paulina, a marca negativa bilionária.
Decisões em campo
A crise financeira explode em um momento decisivo. No sábado (12), o São Paulo enfrenta o Palmeiras pelo Brasileirão, em clássico direto na luta contra o rebaixamento. Na terça-feira (15), decide a vaga às semifinais da Sul-Americana contra o Boca Juniors, no MorumBIS.
O alívio salarial veio em boa hora. Mas o São Paulo ainda precisa resolver o impasse político e os direitos de imagem para estabilizar o ambiente — e focar no que realmente importa: dentro de campo.
