
O São Paulo oficializou a expulsão de Julio Casares do quadro associativo do clube. A votação, concluída nesta quinta-feira (10), terminou com 224 votos favoráveis à punição, dois contrários e cinco abstenções — margem que supera com tranquilidade os dois terços exigidos pelo estatuto.
O processo começou na quarta-feira (9), em formato híbrido, com parte dos conselheiros presente e outra online.
O que embasou a decisão
A medida teve como base o parecer da comissão de ética, que recomendou a expulsão do ex-presidente. O mesmo órgão já havia negado o pedido de desligamento voluntário apresentado por Casares, alegando que o estatuto impede aceitar renúncia durante processo disciplinar em andamento.
As acusações
O relatório aponta como principais irregularidades saques de R$ 7 milhões sem explicação no balanço financeiro, além de gastos feitos com cartão corporativo. A comissão também recomendou o ressarcimento dos valores, com apuração a ser conduzida pelo departamento financeiro do clube.
A origem da crise
O caso começou em dezembro do ano passado, quando áudios divulgados pela imprensa mostraram diretores do São Paulo admitindo participação em um suposto esquema irregular de venda de ingressos para um show da Shakira no Morumbi.
O episódio levou o Ministério Público a abrir dois inquéritos — um cível e outro criminal — que investigam saques em espécie e a comercialização irregular de entradas.
Da renúncia à expulsão
Casares sofreu impeachment no Conselho, mas renunciou ao cargo antes da assembleia de sócios. No mês passado, pediu desligamento do quadro associativo alegando preservar a “dignidade” da família. O pedido foi negado — e a expulsão, confirmada nesta quinta-feira.