
O São Paulo não conseguiu honrar o pagamento dos salários referentes a agosto dentro do prazo estipulado, que se encerrou no quinto dia útil de setembro. A situação se soma a um problema já conhecido: os direitos de imagem dos atletas, atrasados entre dois e quatro meses, dependendo do contrato de cada jogador.
O clima no CT da Barra Funda é de apreensão. O descontentamento, antes restrito ao ambiente interno, ganhou repercussão depois que líderes de torcidas organizadas compareceram ao local para protestar e relatar a situação à imprensa.
Plano para regularizar até o fim de setembro
Para tentar resolver as pendências ainda neste mês, a diretoria aposta na antecipação de receitas do contrato com a Ticketmaster, empresa responsável pela venda de ingressos e pela gestão do sócio-torcedor por cinco anos. O acordo prevê repasse total de R140milho~es,comR 110 milhões adiantados já na assinatura.
O contrato foi aprovado pelo Conselho Deliberativo, mas a destinação específica dos recursos para quitar os salários atrasados, proposta pelo presidente Massis, ainda precisa de nova aprovação. A expectativa é de que a liberação ocorra nos próximos dias.
Dívida bilionária se aproxima
Além do atraso conjuntural, o clube enfrenta um problema estrutural grave. A dívida são-paulina está próxima de R$ 1 bilhão, e o próximo balanço deve registrar, pela primeira vez na história, a marca negativa bilionária. O cenário preocupa a cúpula e exige medidas urgentes de reestruturação financeira.
Semana decisiva no calendário
A crise explode em um momento delicado. No sábado, o São Paulo enfrenta o Palmeiras em clássico direto na luta contra o rebaixamento pelo Campeonato Brasileiro. Na terça-feira seguinte, decide a vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, no MorumBIS.
O clube espera que a regularização dos pagamentos acalme o elenco e devolva estabilidade ao ambiente antes de dois compromissos cruciais para a temporada.