
O Palmeiras inicia nesta quarta-feira (9) a disputa das quartas de final da Libertadores contra a LDU, no Nubank Parque, ciente de que o resultado do jogo de ida pode definir os rumos da eliminatória. A equipe de Abel Ferreira precisa construir uma vantagem consistente antes de viajar a Quito, onde o confronto de volta será disputado em condições adversas de altitude.
Para cumprir esse objetivo, o Verdão terá que corrigir uma fragilidade evidente na campanha continental: o rendimento em casa. Nos quatro jogos como mandante nesta edição, foram duas vitórias, um empate e uma derrota — aproveitamento de 58%. O número contrasta com a solidez fora de casa, onde o time acumulou três triunfos e um empate em quatro partidas.
A derrota caseira para o Cerro Porteño, inclusive, custou a liderança do grupo e obrigou o Palmeiras a disputar parte dos mata-matas como visitante.
Campanha irregular em casa
A trajetória alviverde no Nubank Parque começou com empate por 1 a 1 diante do Cerro Porteño, em abril. Depois, vitória por 2 a 1 sobre o Sporting Cristal. O revés por 1 a 0 para o próprio Cerro, em maio, expôs as dificuldades. A única atuação dominante foi a goleada por 4 a 1 sobre o Junior Barranquilla.
Nas oitavas, novo empate por 1 a 1 com o Cerro em casa. A classificação só veio com a vitória por 1 a 0 no Paraguai. A sequência irregular como mandante acendeu o sinal de alerta para o duelo contra a LDU.
Sombra da altitude e fantasma recente
A preocupação com o jogo de ida é ampliada pelo cenário da volta. A LDU manda suas partidas em Quito, a 2.850 metros acima do nível do mar, condição que historicamente desgasta equipes brasileiras.
O Palmeiras também carrega o trauma recente: na temporada passada, perdeu por 3 a 0 no jogo de ida e precisou de uma remontada heroica na volta. Desta vez, a comissão técnica quer evitar qualquer cenário semelhante.
Retomada imediata como prioridade
Além da Libertadores, o duelo carrega o peso do momento. O Verdão perdeu a liderança do Brasileirão e busca reencontrar o caminho das vitórias.