
A Polícia Civil, em conjunto com o Corinthians, identificou seis pessoas envolvidas na hostilização ao garoto Pedro e sua mãe durante o clássico contra o Santos, na Neo Química Arena. O caso ganhou repercussão nacional após o menino, torcedor corintiano de nove anos, receber a camisa de Neymar e passar a ser alvo de ofensas vindas das arquibancadas.
A Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE) utilizou imagens do circuito interno de segurança do estádio e registros feitos por jornalistas para reconhecer os responsáveis. O delegado Cesar Saad conduz as investigações.
O episódio que gerou comoção
Pedro levou um cartaz ao estádio no qual se declarava corintiano, mas também fã de Neymar, pedindo a camisa do camisa 10 santista. Após o jogador atender ao pedido, parte da torcida passou a insultar o menino, que precisou ser escoltado por seguranças para deixar o local em segurança.
Sanções previstas aos envolvidos
Os torcedores identificados responderão por provocação de tumulto e podem ser proibidos de frequentar jogos do Corinthians por até três anos, conforme o artigo 201 da Lei Geral do Esporte.
O clube já suspendeu preventivamente as contas no programa Fiel Torcedor dos envolvidos. Eles estão impedidos de entrar na Neo Química Arena já no duelo deste domingo (6), contra a Chapecoense.
Multa aplicada ao clube
O Corinthians também foi penalizado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva por não ter adotado medidas suficientes para evitar desordens em sua praça esportiva. A multa aplicada à agremiação reforça a responsabilidade dos clubes na prevenção de incidentes dentro dos estádios.
Gesto de reparação
Como forma de acolhimento, o Timão convidou Pedro e sua família para conhecer o CT Dr. Joaquim Grava e interagir com os jogadores. A iniciativa buscou amenizar o trauma vivido pelo garoto e demonstrar que a atitude de uma minoria não representa a torcida alvinegra