
O Corinthians não conseguirá vender André Luiz nesta janela. O presidente Osmar Stabile confirmou que o Nottingham Forest não respondeu à contraproposta alvinegra antes do fechamento do mercado inglês, nesta terça-feira (1º).
A negociação era tratada como prioridade para aliviar a crise financeira do clube, mas o desfecho frustrou — e irritou os envolvidos.
A revolta do empresário
Digo Silva, agente de André Luiz, não poupou críticas à diretoria corintiana. Em entrevista ao GE, afirmou que o clube não se organizou para a janela e que blefou com valores fora da realidade.
“Houve um erro de avaliação na proposta do Milan. O Corinthians não pode recusar um negócio de 17 milhões de euros e depois não ter ofertas nem parecidas com essa. No mundo corporativo em 2026 não existe mais o papo de pôquer. O preço do jogador é o mercado que determina”, disparou.
O agente se referia à oferta do Milan, vetada no início da temporada pelo presidente Osmar Stabile após reação negativa da torcida.
A estratégia alvinegra
Stabile explicou que o clube começou com uma proposta baixa, com intenção de aumentar o valor para quase R$ 150 milhões. A venda era essencial para o planejamento financeiro do ano.
O Corinthians precisa cumprir a meta de R$ 150 milhões em vendas, além de lidar com salários atrasados e três transfer bans.
A crise no papel
No primeiro semestre, o clube registrou déficit de quase R$ 250 milhões. A dívida total subiu para R$ 2,8 bilhões — um cenário que torna a busca por receita urgente.
O que pode acontecer agora
Sem a janela inglesa, a diretoria busca alternativas. Uma delas passa pela Grécia: o empresário Evangelos Marinakis, dono do Nottingham Forest, também controla o Olympiacos. O clube grego poderia entrar na negociação como ponte para concretizar a transferência de André Luiz.
