
O treinador Abel Ferreira comentou sobre o empate do Palmeiras em 1 a 1 contra o Mirassol, ocorrido no domingo (30) no Estádio Campos Maia, durante a 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em coletiva, o treinador do time alviverde se queixou do desgaste físico, criticou a falta de critério da arbitragem e fez previsões sobre o restante da temporada.
Abel reclama do desgaste físico e do tempo de descanso
Abel iniciou sua fala destacando a diferença de preparação entre as equipes e o impacto do desgaste físico no desempenho técnico.
“Vamos desafiar os jogos que as equipes têm mais tempo de descanso. Já tivemos essa vantagem e isso faz toda a diferença, e a parte física interfere na parte técnica. Nosso adversário terá isso, mas a vida será feita de estratégias e ambição”, afirmou.
O técnico também falou sobre a condição física de Vitor Roque, que ainda não está 100%.
“É preciso que os nossos jogadores estejam em boa forma. O Vitor Roque não está em boa forma, isso é notório, e esperamos muito dele. O resto, a parte física influencia. Nesse jogo tivemos ausências por lesão. O futebol não é só competência, tem que ter sorte. Vamos acender uma velinha para ninguém se lesionar, futebol não dá tréguas”, completou.
Críticas à arbitragem
Abel Ferreira reclamou da falta de critério da arbitragem e sugeriu que jogos importantes deveriam ter árbitros mais experientes.
“A falta de critério gera inclusive reclamações e problemas dos dois bancos”, disse o técnico, de forma indireta, mas deixando claro seu descontentamento com a atuação da arbitragem.
Análise do jogo
O técnico reconheceu que o adversário estava melhor preparado fisicamente e que alguns jogadores tiveram desempenho abaixo do esperado.
“O adversário se preparou bem para o nosso jogo. Estavam fisicamente mais frescos. Tivemos muita transpiração da nossa equipe, mas alguns jogadores tiveram um nível técnico abaixo”, analisou.
Temporada e objetivos
Abel projetou o restante da temporada e falou sobre os objetivos do Palmeiras.
“O primeiro título já ganhamos, agora vamos atrás dos outros três. Quando não ganhei (o Paulista), ouvi, então é bom lembrar. Vamos agora com todas as forças e, se for preciso, no sacrifício e na raça, assim vamos fazer”, afirmou.
O técnico também comentou sobre a cobrança por títulos e sua gestão no clube.
“Controlo os processos, valorização dos jogadores. O resto, vamos nos preparar para ganhar ou perder, porque no futebol é isso. Nos últimos anos, o que vou fazer é o que sempre fiz. O que eu prometi foi dedicação máxima. Às vezes o resultado vem ou não. Quando cheguei, perguntei aos diretores, e eles falaram que queriam um título por ano, sem especificar. Tenho alguns”, concluiu.