
O futuro de Julio Casares no São Paulo será definido no dia 9 de setembro, conforme estabeleceu o Conselho Deliberativo do clube. A votação, que será híbrida, tem início às 19h e pode resultar na eliminação do ex-dirigente do quadro de associados.
Na ordem do dia, estava o parecer da Comissão de Ética, que sugeriu a expulsão de Casares e rejeitou seu pedido de desligamento voluntário. O clube não pode aceitar uma renúncia durante um processo administrativo disciplinar, segundo seu estatuto.
A restituição dos R$ 7 milhões
Além da expulsão, a comissão pede que o ex-presidente devolva aproximadamente R$ 7 milhões em saques em dinheiro durante sua gestão, sem destinação comprovada. Esse montante está registrado no mais recente balanço financeiro do clube.
O passado da crise
Casares deixou o posto de conselheiro no mês passado, citando a intenção de “preservar a dignidade” da família. No entanto, o desgaste teve início em dezembro, quando áudios divulgados pela mídia mostraram diretores do clube admitindo sua participação em um suposto esquema de venda de ingressos para um show de Shakira no Morumbi.
O MP instaurou dois inquéritos: um civil e outro criminal, ambos focados em saques, depósitos nas contas do ex-presidente e movimentações da base. Casares chegou a ser impeachmado no Conselho, mas renunciou antes da assembleia de sócios.
O que está por vir
Se dois terços dos conselheiros se pronunciarem a favor da expulsão, Julio Casares será definitivamente desligado do clube. A sessão de setembro pode ser a mais importante do São Paulo em anos.