
O São Paulo anunciou dois novos empréstimos: Paulinho foi para o Unión Torrense, enquanto Hugo foi para o Mito Hollyhock. Nenhuma das operações produz caixa imediato. A negociação de Paulinho é a única que inclui uma opção de compra — 1,1 milhão de euros, aproximadamente R$ 6,5 milhões, com vencimento somente em julho de 2027.
A magnitude do problema
Com as principais janelas europeias se fechando, o Tricolor vê a meta de R$ 180 milhões em vendas se afastar de forma perigosa. Até aqui, o clube somou cerca de R$ 23 milhões — vindos de Rodriguinho, Erick e da taxa de empréstimo de Alan Franco.
Faltam R$ 157 milhões, e o tempo para negociar é curtíssimo.
O calendário das janelas
- Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália: 1º de setembro
- Holanda: 2 de setembro
- Portugal: 4 de setembro
- Rússia: 10 de setembro
Quem ainda pode sair
O Tricolor esperava vender jogadores valorizados, como Bobadilla, mas a ausência de propostas concretas travou o planejamento. A saída de jovens por venda direta — caso de Tetê, alvo do Ajax — surge como alternativa.
O cenário futuro
Internamente, a avaliação é pessimista. Sem grandes vendas, o clube deve encerrar 2026 com novo déficit expressivo, ampliando a dívida bilionária. A janela do fim do ano movimenta menos o mercado europeu, reduzindo as chances de recuperação financeira no curto prazo.
O São Paulo terá de escolher entre segurar talentos ou aceitar propostas abaixo do esperado. A corda está esticada.
