
Após a vitória do Palmeiras contra o Santos no Nubank Parque, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, o treinador Abel Ferreira deu uma entrevista coletiva. O treinador do Alviverde fez uma avaliação detalhada sobre o trabalho no clube, o desenvolvimento de jogadores, a conexão com os torcedores e o futuro do Verdão.
“Palmeiras é para todos”
Abel iniciou sua fala celebrando a vitória e dedicando o resultado a Lito, influenciador palmeirense. Ele destacou a importância de todos os envolvidos no clube.
“Palmeiras é de todos, dos jogadores, da comissão, dos torcedores, de todos que seguem, todos que fazem parte da família Palmeiras. Desde que cheguei, desde 2020, a única constante é a mudança, mudança em todos os níveis. Criamos treinamentos com ajuda de todos, uma cultura, depois hábitos, e depois exigências, e depois processos.”
Trabalho de base e recrutamento
Abel exaltou o trabalho de recrutamento e formação de jogadores no Palmeiras, destacando o papel de JP Sampaio e Castanheira.
“Vocês sabem que não tem nenhum jogador que não suba para a base sem o aval do Castanheira. Ele dá o aval para esses jogadores subirem e o treinador decide quando eles devem jogar, treinar. Tenho certeza de que o Heittor, quando entrou, estava ‘cagadinho’, mas é isso, cinco minutos aqui, dez ali, parece fácil, mas é um trabalho feito por todos.”
O técnico também rebateu críticas sobre a política de contratações do clube. “Há dois anos criticavam a Leila por não contratar, já que ela sempre olhou para o futevôlei com personalidade. Parece que é fácil; você olha para as equipes do Brasileirão, nenhuma usa a base e tem os mesmos resultados que a gente.”
Sistema e filosofia de jogo
Abel falou sobre sua abordagem tática e a importância da dinâmica do jogo.
“O sistema é estático, mas o jogo é dinâmico. Vocês olham no começo e depois as coisas mudam. Me custa discutir sistemas. O sistema dá o que você pede a ele. Gosto de jogar com três zagueiros porque tenho sete atacando e sempre três defendendo. Todos os momentos são importantes.”
Elogios a Giay e Gómez
O técnico fez questão de elogiar o lateral Giay e o zagueiro Gustavo Gómez.
“Ninguém é melhor que o Giay na dedicação. Ele deixa tudo e por isso os jogadores foram comemorar com ele no passe do gol dele para o Flaco. O Gómez veio de uma lesão porque precisávamos dele. Disse a presidente que ele poderia assinar até 2035, mas ela disse que até 2030 está bom. O Gómez é um jogador que nos ajuda muito com a formação dos mais jovens.”
Legado e futuro
Abel falou sobre seu legado no Palmeiras e o que espera deixar no clube.
“Acho que meu legado só vai ser visto quando eu tiver uns 70 anos, mas será visto que eu deixei o clube muito melhor do que eu encontrei. Mas ainda não sei quando vai ser. Isso pra mim é o suficiente.”
Sem poupar ninguém
O técnico descartou a ideia de poupar jogadores na sequência da temporada.
“Futebol brasileiro não perdoa ninguém: jogadores, comissão, todos viajamos, ficamos sem dormir, também cansamos. Não vamos descansar ninguém, vamos apostar tudo em todas as competições e vamos ver o que teremos ao final.”