
O protesto no SuperCT chegou a um consenso. Na segunda-feira (24), as três principais torcidas organizadas do São Paulo — Independente, Dragões da Real e Falange — foram ao centro de treinamento para exigir esclarecimentos sobre a situação do time. No entanto, saíram do local com um acordo de apoiar os jogadores e pressionar a diretoria.
“Não queremos saber de oposição, situação. “Quem prejudica o São Paulo não são esses caras que estão correndo, todos com salário atrasado; vamos atacar esses outros vagabundos”, afirmou Baby, líder da Independente.
Salários atrasados e insatisfação
Além da crise esportiva, os atrasos salariais dominaram a conversa. Os líderes das torcidas afirmaram que os jogadores estão sem receber em dia e que seguem treinando e atuando em condições adversas. O dirigente de futebol Rafinha esteve presente e ouviu as cobranças.
O presidente Harry Massis não apareceu, o que irritou os torcedores. “O Massis não estava presente, mas vai ter que estar na próxima”, avisou Baby.
O acordo com o elenco
Ficou definido que as torcidas darão apoio total dentro de campo, com bateria única nos dois próximos jogos no Morumbi — contra Bragantino e Atlético-MG, pelo Brasileirão. A ideia é blindar os atletas e concentrar a pressão na gestão do clube.
Cenário crítico do São Paulo
O São Paulo ocupa a 13ª posição, com 27 pontos, e está a três pontos da zona de rebaixamento. Sem a Copa do Brasil, o clube terá semana cheia para treinar antes do duelo contra o Bragantino, sábado (29).