
Após a vitória do Palmeiras contra o Vasco no Nubank Parque, em jogo válido pela 24ª rodada do Brasileirão, o treinador Abel Ferreira deu uma entrevista coletiva. O treinador do time alviverde avaliou o rendimento da equipe, comentou sobre o interesse do Manchester City em Allan e criticou a falta de contexto da mídia brasileira.
Segundo período de coragem
Abel destacou a mudança de postura do time na segunda etapa, após um primeiro tempo de maior dificuldade.
“No primeiro tempo, eles tiveram muita agressividade e vontade, pressionando-nos na primeira fase de construção. Mas, no segundo tempo, mudamos os jogadores e, claro, abrimos o jogo, com mérito dos jogadores. Tive que desafiá-los: ‘Será que não podem fazer um bocado mais?’ Eles sabem que têm que ter coragem, ser audaciosos. Fizemos uma segunda parte belíssima na parte competitiva, na coragem, como contagiamos a torcida”, afirmou.
Valor de Allan
Abel foi enfático ao falar sobre o valor do volante Allan, alvo do Manchester City.
“Esses times (como o Man City) têm interesse no Allan porque eles entregam o que 90% dos jogadores não fazem, que é atacar e defender o corredor. Por isso, quem quiser ele terá que pagar muito. Se você ver como joga o Chelsea, tem o Pedro Neto; quem quiser ele terá que pagar 100 milhões de euros. Se o Allan sair, posso garantir: perderemos qualidade, mas não espírito. Enquanto ele ainda for jogador do Palmeiras, conto com ele de manhã, tarde e noite.”
Críticas à imprensa
O técnico criticou a falta de contextualização da imprensa brasileira sobre o desempenho dos jogadores.
“O que é difícil falar de desempenho no Brasil porque vocês, imprensa, não fazem a contextualização do tempo de recuperação. Quando veem uma equipe que erra, falta vigência física e clareza mental. O contexto do futebol brasileiro proporciona que os jogadores joguem mal: gramados, viagens, tempo de descanso.”
Relação com a torcida
Abel falou sobre o apoio da torcida e diferenciou a “realidade real” da “virtual”.
“Existe a realidade virtual da rede social, da imprensa, e a realidade real. Na realidade real, eu e meus jogadores sentimos que a torcida só tenho a agradecer. O palmeirense me dá garrafas de vinho, livros, prendas. Essa virtual eu não sei se são palmeirenses mesmo, se não são infiltrados. Na realidade, em qualquer lugar que vamos, é só obrigado.”