
O Cruzeiro vive um impasse fora de campo. Um decreto do governo de Minas Gerais publicado nesta semana proíbe a veiculação de qualquer tipo de publicidade de casas de apostas em bens, empresas e serviços públicos estaduais. O Mineirão, estádio indicado pelo clube para mandar seus jogos, está diretamente incluído na vedação.
O problema é que o Brasileirão tem o naming rights ligado a uma casa de apostas, o que gera conflito imediato entre o regulamento da CBF e a nova legislação mineira.
O que diz o ofício da CBF ao Cruzeiro
A entidade enviou um documento ao Cruzeiro afirmando que não faz juízo sobre a validade do decreto, mas que precisa garantir o cumprimento das propriedades comerciais das competições.
“A vedação alcança o Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), praça indicada pelo Cruzeiro como mandante nas competições organizadas pela CBF, atingindo placas, painéis, faixas, totens, telões, sistemas de sonorização, ações de ativação de marca e exploração de camarotes”, diz o texto.
O risco imediato no Brasileirão
O Cruzeiro tem partida marcada para o Mineirão neste sábado (23), contra o Flamengo, pelo Brasileirão. O clube mineiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Caso não haja solução jurídica rápida, o clube pode ser obrigado a mudar o mando de campo para outro estádio que não seja público estadual — ou correr o risco de descumprir o regulamento comercial da CBF. O desfecho deve sair nas próximas horas.
