
Depois de decidir não renovar o contrato de Memphis Depay, o Corinthians começou a se comunicar com a equipe do atleta para tentar chegar a um acordo e pagar os valores devidos. O clube procura impedir que a situação seja encaminhada à FIFA ou ao CAS, o que poderia acarretar em mais uma proibição de transferências.
Valores em conflito
Memphis já se pronunciou, expressando estar “muito decepcionado” e garantindo que não deixará a situação “impune”. O atleta estima que pode receber até R$ 180 milhões, levando em conta a dívida atualizada e o contrato que foi acordado, porém não assinado. Por outro lado, o Corinthians afirma que o valor devido é de R$ 77 milhões.
A tendência é que o caso siga para a FIFA e o CAS, o que aumenta o risco de um quarto transfer ban para o Corinthians se não houver pagamento. O Timão espera chegar a um acordo antes que a judicialização comece.
Pressão política inviabilizou renovação com Memphis
A decisão de não renovar com Memphis foi política, e não técnica. O presidente Osmar Stabile, que pretende concorrer à reeleição, sofreu forte pressão de aliados e opositores para encerrar as tratativas. Stabile cedeu ao lobby interno e, agora, qualquer movimento de reaproximação seria visto como um recuo ou sinal de fraqueza em um ano eleitoral.
A diretoria entende que, mesmo com o desconforto gerado nas redes sociais e o desgaste com a torcida, reabrir as negociações traria ainda mais instabilidade política ao clube.
Stabile sentiu impacto, mas mantém posição
Nos bastidores, circula a informação de que Osmar Stabile ficou incomodado com a forte repercussão negativa entre os torcedores após o anúncio da saída de Memphis. No entanto, esse desconforto não foi suficiente para mudar sua posição. Stabile avalia que ceder agora colocaria em risco sua imagem dentro do clube e abriria precedentes para interferências externas em decisões administrativas. O clube tenta equacionar a dívida para evitar uma nova punição.