
Na quinta-feira (13), o São Paulo voltou a ser objeto de uma ação judicial. A empresa Seth Sports Agency LLC recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para cobrar uma dívida de R$ 6 milhões referente à contratação do volante Jhegson Mendez, que atuou pelo clube em 2023.
Compreenda a origem da dívida
Naquela temporada, o São Paulo adquiriu o meio-campista equatoriano sem custos de transferência, uma vez que ele estava disponível no mercado. No entanto, o clube concordou em pagar US$ 1 milhão aos agentes que intermediaram o negócio. Com a aplicação de juros e correções monetárias ao longo dos anos, o valor original aumentou para cerca de R$ 6 milhões.
A empresa pretende levar o caso à FIFA e ao CAS
Apesar de a execução no STJ ainda não resultar automaticamente em uma sanção esportiva, a Seth Sports Agency já indicou que tem a intenção de apresentar o caso tanto à FIFA quanto ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS). Caso o clube não realize o pagamento e seja condenado nessas instâncias, poderá enfrentar uma nova proibição de transferências, o que o impedirá de registrar jogadores por um determinado período.
Passivo com agentes já excede R$ 10 milhões
Não é a primeira vez que o volante Jhegson Mendez causa custos adicionais ao São Paulo. O clube já havia sido condenado a pagar aproximadamente R$ 4 milhões a outro agente envolvido no mesmo negócio. Com as duas penalidades, o equatoriano já fez o Tricolor gastar mais de R$ 10 milhões, apesar de ter jogado apenas 24 partidas e saído do clube sem deixar saudades.
De acordo com a segunda proibição de transferências, pode haver aproximação
Devido à dívida com a Lazio pela contratação de Marcos Antônio, o São Paulo já enfrenta um impedimento para registrar jogadores neste ano. Ademais, o clube pode enfrentar outro obstáculo se não pagar a dívida com o Novorizontino referente à aquisição de Djhordney. Se o caso de Jhegson Mendez progredir nas instâncias internacionais, pode se tornar o terceiro incidente semelhante a atormentar a diretoria do São Paulo nos bastidores.