
Abel Ferreira saiu do Nubank Parque em modo escudo. Na coletiva após o empate por 1 a 1 com o Cerro Porteño, pela ida das oitavas da Libertadores, o treinador protegeu seus jogadores, contestou a arbitragem e reforçou a ambição do Palmeiras na temporada.
O primeiro alvo foi a expulsão de Andreas Pereira, que deixou o Verdão com um a menos aos 27 do segundo tempo. “Alguém viu alguma agressão do Andreas? Alguém viu um soco na cara ou no peito, no corpo, alguém viu? Um jogador passou a partida inteira agarrando ele e ele tenta se desvencilhar e sofre o vermelho”, reclamou.
Sobre o desempenho coletivo, Abel reconheceu o volume, mas cobrou pontaria. “Acho que fizemos um belíssimo jogo. Tivemos algumas oportunidades e as perdemos. Tivemos volume, mas faltou eficácia no time.”
Defesa ao goleiro
O gol sofrido aos 48 minutos, após falha de Carlos Miguel, também foi tratado com proteção. “Quando ganhamos, ganhamos todos; quando perdemos, perdemos todos. Quando um faz um gol e nos dá uma Libertadores, ganhamos todos; e quando alguém comete uma falha, todos estamos juntos. Assim que enxergo o futebol.”
Sem escolhas por Abel
Abel usou os números da temporada para afastar qualquer conversa sobre priorizar competições. “Nunca o Palmeiras chegou a todas essas fases das competições. Nunca chegou até aqui com 75% de aproveitamento. Portanto, o caminho é esse, mesmo com esses tropeços em casa.”
E arrematou com ironia: “Tenho um carinho, respeito e gratidão por todos os torcedores. Se querem um treinador que ganhe tudo, tem que buscar o técnico do PSG. Quando todos estamos juntos, sobretudo nos momentos difíceis, criamos os pilares para todos remarem ao mesmo lado para ganhar quatro títulos em quatro, que é o que queremos neste ano.”