Santos: Membros do Conselho criticam proposta por SAF. Fotos Raul Baretta/ Santos FC.
Um grupo de conselheiros do Santos se manifestou publicamente contra a proposta de mudança do clube para Sociedade Anônima do Futebol (SAF), proposta pela diretoria atual. O posicionamento vem na sequência da assinatura de um resumo de termos com a empresa americana SDC Sports na sexta-feira passada (7), que prevê a venda do controle do futebol santista.
“Na reta final”
Na nota, os opositores classificam a decisão como “de suma importância” e defendem que o tema seja debatido exaustivamente com associados e torcedores. O principal ataque, no entanto, mira o momento escolhido para a apresentação da proposta: a apenas quatro meses do fim do mandato da atual gestão.
“O Santos Futebol Clube não pode ser colocado diante de uma decisão dessa magnitude em um momento como este, especialmente ao final de uma gestão que, em apenas dois anos e meio, dobrou o endividamento do clube”, diz o texto.
Críticas à motivação no Santos
Os conselheiros afirmam que não são contrários ao modelo SAF em si, desde que a proposta esteja à altura da grandeza do clube. A rejeição, segundo eles, se concentra na iniciativa da atual administração neste período de transição.
“Encaramos essa iniciativa como uma narrativa perigosa, com um aparente objetivo de salvar as contas, sem qualquer benefício em favor do clube e dos seus associados”, sustentam.
Pedido de mobilização
O grupo conclamou associados e torcedores a se posicionarem contra a proposta. “Decisões que podem determinar o futuro do clube não podem ser tratadas como instrumento eleitoral ou como resposta emergencial para problemas financeiros criados pela própria gestão”, conclui a nota, emendando: “Porque o Santos é maior do que qualquer gestão, qualquer eleição.”
O que está em jogo
A oferta inicial da SDC Sports prevê R$ 1 bilhão para investimento no futebol e mais R$ 1 bilhão para abatimento de dívidas. A empresa norte-americana ficaria com 80% das ações da SAF. O termo assinado ainda não é vinculante e depende de aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral de Associados.