Palmeiras apresenta déficit de mais de R$ 120 milhões no primeiro semestre de 2026. Foto: Cesar Greco / Palmeiras
O Palmeiras tornou público o balancete financeiro de junho de 2026, que apresentou resultados alarmantes para os cofres do clube. O Verdão teve um déficit de R$ 58 milhões — R$ 7 milhões a mais do que os R$ 52 milhões orçados. Isso fez com que o saldo do ano chegasse a R$ 124 milhões negativos, comparado à expectativa inicial de apenas R$ 19 milhões.
A falta de vendas é a principal razão
A grande diferença entre o que foi realizado e o que foi orçado é que não ocorreram negociações de jogadores. O clube estimava que conseguiria arrecadar mais de R$ 240 milhões com vendas nos primeiros meses, mas atingiu apenas R$ 87 milhões.
O Palmeiras tem evitado vender jogadores que são titulares para não comprometer o desempenho em campo. A diretoria está convencida de que, caso o time conquiste o título, as premiações e as receitas dos patrocinadores serão capazes de minimizar a dívida ao longo do ano.
Resultado do mês de junho no Palmeiras
Déficit operacional: R$ 54,1 milhões (orçado: R$ 49,3 milhões)
Resultado financeiro: negativo em R$ 3,9 milhões
Déficit total do mês: R$ 58,1 milhões (orçado: R$ 52,2 milhões)
Acumulado do ano (até junho)
Receitas operacionais líquidas: R$ 432,3 milhões (orçado: R$ 619 milhões)
Despesas operacionais: R$ 608 milhões
Déficit acumulado: R$ 124 milhões (orçado: R$ 19,3 milhões)
Estratégia e perspectivas
Mesmo com o resultado negativo, o clube segue apostando em conquistas esportivas para equilibrar as contas. A diretoria continuará negociando jogadores considerados não essenciais, mas nomes como Flaco López e Allan, que recebem sondagens da Europa, devem permanecer no elenco de Abel Ferreira.
A avaliação interna é que o cenário pode mudar com o avanço nas competições, mas o primeiro semestre mostrou que a estratégia de segurar os principais atletas tem um custo financeiro elevado. O desafio do Palmeiras é equilibrar o sucesso em campo com a saúde das contas.