
Neste sábado (1), a UEFA divulgou uma nova declaração a respeito da crise que envolve o presidente da FIFA, Gianni Infantino. A entidade europeia declarou que a confiança no atual líder foi rompida e que a situação é irreversível.
O episódio é mais um episódio da controvérsia em torno da ideia da FIFA de estabelecer uma subsidiária para administrar comercialmente a Copa do Mundo, permitindo a participação minoritária de investidores privados. A principal adversária do projeto foi a UEFA, que ameaçou boicotar suas próprias competições. A FIFA deu um passo atrás temporariamente, porém o desgaste político continua.
Confiança comprometida
A UEFA declarou que a direção de Infantino não só perdeu a confiança da organização europeia, mas também de diversos outros integrantes da família do futebol. O comunicado reprova a maneira como a proposta foi apresentada.
“O comunicado afirma que ‘a atual direção da FIFA não só perdeu a confiança da UEFA, mas também de diversos outros integrantes da família do futebol’.”
A UEFA anunciará sua oposição em 2027
A próxima eleição da FIFA está agendada para o ano de 2027. Para tentar depor Infantino, a entidade europeia deve apoiar um candidato opositor. A UEFA já iniciou ações nesse sentido.
“O trabalho de restaurar a confiança na FIFA apenas começou”, diz o comunicado.
Novas direções para o futebol
A UEFA também declarou que começará a trabalhar de imediato com parceiros e partes interessadas globais para sugerir uma nova forma de alocar recursos por meio do programa FIFA Forward.
“É necessário começar a utilizar uma parte desse montante que está inativo na conta bancária da FIFA para proporcionar o impulso necessário à base e ao esporte como um todo”, afirmou a entidade.
A CONCACAF manifestou publicamente seu apoio à UEFA contra o projeto. A entidade europeia afirmou que, apesar da FIFA ter recuado, a confiança em Infantino foi quebrada. “Essa é uma conquista para todo o esporte. Porém, não deve ser o fim da história. A proposta desapareceu. Apenas se iniciou a missão de restabelecer a confiança na FIFA.”