
O Palmeiras optou por priorizar a competição esportiva em vez do caixa. Recentemente, o clube rejeitou duas ofertas que, juntas, injetariam R$ 290 milhões nos cofres alviverdes. Isso é mais do que falta para cumprir a meta orçamentária de R$ 400 milhões em vendas na temporada.
O Aston Villa e o Spartak Moscou fizeram propostas formais por Allan e Flaco López, respectivamente, e receberam uma resposta negativa imediata.
A recusa não foi por falta de necessidade. Até agora, o Verdão arrecadou aproximadamente R$ 140 milhões com negociações de atletas. O montante veio de Facundo Torres (R$ 50 milhões), Anibal Moreno (R$ 38 milhões), Jhon Jhon (R$ 23 milhões), Naves (R$ 14 milhões), Pedro Lima (R$ 7 milhões), Breno Lopes (R$ 7,5 milhões) e Luighi (R$ 1 milhão). Para fechar a conta, ainda faltam R$ 260 milhões.
Premiações como trunfo contábil
A cúpula de futebol alviverde avalia que eventuais conquistas de Libertadores e Copa do Brasil podem compensar, ao menos em parte, o dinheiro que deixa de entrar com a venda de titulares. A lógica é simples: um elenco reforçado para disputar todas as frentes aumenta a probabilidade de levantar taças — e, consequentemente, de engordar a receita com premiações.
Quem pode sair e quem fica no Palmeiras
A orientação para o restante da janela está definida. Jogadores que não integram o time principal podem ser negociados caso surjam propostas razoáveis, ajudando a reduzir o déficit. Os pilares do time de Abel Ferreira, no entanto, seguem blindados. Allan e Flaco López estão nessa lista de intocáveis, e a diretoria só mudará de posição diante de uma oferta que ultrapasse qualquer parâmetro atual.
