
As principais federações europeias estão se preparando para uma reação contundente contra Gianni Infantino. Segundo a emissora britânica Sky Sports, nações europeias estão considerando boicotar a próxima Copa do Mundo em resposta ao plano da FIFA de estabelecer uma empresa privada para gerenciar competições e negociar participações acionárias no mercado.
O plano inclui a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária da qual a organização detém a maioria das ações, porém permitindo a entrada de investidores externos. A operação poderia exceder o valor de R$ 20 bilhões em vendas de ações. A Fifa afirma que uma parte do valor seria destinada às seleções nacionais e que o modelo liberaria todo o potencial comercial relacionado a patrocínios e direitos de transmissão.
Resposta imediata da UEFA
A confederação europeia emitiu um comunicado em tom de ultimato. “Isso ultrapassa um limite que as entidades governamentais do futebol nunca deveriam ultrapassar. A UEFA considera isso muito seriamente. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, atletas, fãs, autoridades e todos que se preocupam com o futuro do esporte. A alma e a governança do futebol não são elementos negociáveis, principalmente sem qualquer clareza sobre quem lucra financeiramente. Ninguém aqui é proprietário do futebol. Não é responsabilidade da Fifa vendê-lo.”
Uma reunião das federações europeias já está marcada para esta semana, e a liderança do futebol continental deseja estabelecer uma posição unificada antes que o projeto prossiga.
Qual será o local da próxima Copa do Mundo?
Enquanto a crise política se desenvolve, já estão estabelecidas as sedes da edição de 2030. A maior parte do torneio será realizada em Portugal, Espanha e Marrocos. Em comemoração ao centenário da primeira Copa, as partidas de abertura da Argentina, Paraguai e Uruguai ocorrerão em seus respectivos países.
No entanto, os sul-americanos estão pressionando para aumentar essa participação. A demanda é que cada uma dessas seleções jogue pelo menos três partidas da fase de grupos em casa e, se viável, algum jogo de mata-mata — a partir de 2026, o Mundial passará a ter a fase de 16-avos de final.