
A permanência de Memphis Depay no Corinthians entrou em contagem regressiva. O contrato do atacante termina em 31 de julho, e o clube opera sob três transfer bans que impedem qualquer novo registro. Na prática, se o vínculo expirar sem renovação, o holandês não poderá mais ser inscrito — a Fifa trataria o ato como um novo contrato e bloquearia automaticamente.
As conversas dos últimos dias aproximaram os valores. O Timão propôs um modelo que combina salário fixo reduzido, bônus por desempenho e fatia em receitas de patrocínios e ações comerciais conjuntas. O estafe de Memphis reconhece que fez concessões e, por isso, adia conversas com outros clubes — o Tigres, do México, está entre os interessados — até que a diretoria alvinegra bata o martelo.
O impasse que trava tudo pelo lado de Memphis
A divergência está no prazo. Memphis quer três anos de contrato. O Corinthians oferece dois. O raciocínio do jogador é financeiro: um vínculo mais curto significa que a dívida de aproximadamente R$ 45 milhões — luvas e premiações atrasadas — precisaria ser parcelada em menos tempo, elevando o valor de cada prestação. Diante do cenário econômico alvinegro, o holandês teme calote. Os representantes só aceitam parcelar o débito se o acordo for assinado nos termos que protejam o recebimento.
Com R$ 22 milhões em pendências ainda travando inscrições e o relógio batendo, o Corinthians precisa resolver a equação nesta semana. Ou cede no prazo contratual e fecha com seu principal astro, ou perde Memphis sem chance de repor.
