
O relógio começou a contar na terça-feira (21), assim que o nome do São Paulo apareceu na lista de transfer bans da Fifa. A diretoria tricolor montou às pressas um plano financeiro com meta clara: depositar o valor devido à Lazio e derrubar a punição até o fim da próxima semana.
O rombo que gerou o bloqueio tem origem na compra definitiva de Marcos Antônio. O meia chegou ao Morumbi em 2024 por empréstimo. Quando o clube decidiu mantê-lo, negociou com os italianos o pagamento em quatro parcelas de 1,5 milhão de euros cada, totalizando cerca de R$ 6 milhões. A primeira delas venceu e simplesmente não foi quitada. Sem acordo para renegociação, a Lazio recorreu à Fifa e venceu a causa.
Disputa com o Flamengo e valorização
Antes de virar dor de cabeça contábil, Marcos Antônio foi motivo de disputa no mercado. No início da temporada, o Flamengo tentou tirá-lo do Tricolor. O São Paulo bateu o pé, segurou o atleta e o tratou como integrante essencial do projeto. A blindagem veio com aumento salarial, renovação até 2030 e a entrega da camisa 8, vaga desde a aposentadoria de Oscar.
Os que podem e os que dependem da quitação
Dos quatro nomes contratados na janela, três estão a salvo. Victor Sá, Aurélio Buta e Newton foram inscritos no BID antes de o bloqueio entrar em vigor. O caso que preocupa atende pelo nome de Domingos Duarte. O zagueiro português ainda não assinou contrato, e seu registro segue congelado enquanto o débito com a Lazio não for zerado. A diretoria corre para que a punição não atropele o planejamento do elenco.
