
Às vésperas da decisão entre Espanha e Argentina, Donald Trump usou a vitrine do futebol novamente. Em encontro com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, na Trump Tower, o mandatário americano declarou que quer os Estados Unidos como sede de outra Copa do Mundo, mas sem dividir o palco com os vizinhos de continente. “A Fifa deveria escolher os Estados Unidos da América novamente. Desta vez, deixaríamos México e Canadá de fora e colocaríamos outro país como coanfitrião na próxima vez. Isso ajudaria a diminuir um pouco a raiva, a hostilidade e a tensão de todo mundo.”
O caminho até 2038
O calendário das próximas edições já está definido: 2030 será um torneio espalhado por três continentes — Europa, América do Sul e África — enquanto 2034 está confirmada na Arábia Saudita, na Ásia. A rotação de continentes adotada pela Fifa coloca a América do Norte e a Oceania como destinos naturais para 2038. A eleição presidencial da entidade, marcada para o ano que vem, é peça-chave nesse tabuleiro. Infantino, favorito à reeleição, mantém aliança estreita com Trump, o que amplia a viabilidade de uma nova candidatura americana nos moldes desejados pelo republicano.
Expansão para 64 seleções reaquece debate na Copa
O sucesso da fórmula com 48 participantes, que afastou o fantasma de goleadas graças a atuações competitivas de seleções como Cabo Verde, devolveu ao radar da Fifa uma ideia ainda mais ousada: ampliar a Copa para 64 times. A proposta já havia sido barrada pelo Conselho da entidade, mas voltou a circular nos bastidores. Paraguai, Uruguai e Argentina apoiam abertamente a expansão. O interesse sul-americano é pragmático: a edição de 2030, no formato atual, só prevê as partidas de estreia de cada um desses países em seu próprio território. Com mais seleções, mais jogos seriam alocados na região. A tendência é que o tema entre oficialmente na pauta assim que o Mundial de 2026 terminar.