
O técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva após a eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo. O comandante italiano fez uma análise da partida, lamentou o resultado, mas destacou o trabalho do grupo e projetou o futuro da Seleção.
“Não merecíamos perder”
Ancelotti avaliou o desempenho da equipe e disse que o Brasil não merecia a derrota.
“Eu acho que o jogo foi muito bom por uma parte. Tivemos boas chances tanto no primeiro quanto no segundo tempo, quando estava 0 a 0. Depois, as mudanças foram para tentar dar mais frescor ao campo.”
“Estamos todos profundamente tristes. A equipe até aqui não fez um Mundial espetacular, mas fez um bom Mundial. Merecia ganhar o jogo. Mas quando acontece isso, tem o peso.”
A dificuldade de pressionar a Noruega
O técnico explicou as dificuldades táticas enfrentadas contra a Noruega.
“O Brasil com esse plantel poderia competir até o final da Copa do Mundo. Tivemos oportunidades, mas era mais complicado fazer a pressão alta, já que a Noruega baixava muito o Ødegaard. Fazer uma pressão alta era um risco com a velocidade do Haaland no 1 contra 1.”
“O futebol é assim” crava Ancelotti
Ancelotti minimizou o impacto da eliminação e destacou a importância de saber lidar com derrotas.
“O trabalho foi bom. O futebol é assim, o esporte é assim. Tem que saber lidar com as derrotas. Estou acostumado com isso.”
Valorização do grupo
O técnico também destacou o esforço dos jogadores e o trabalho realizado.
“Há uma experiência que foi bonita. Foi um bom grupo, os jogadores trabalharam bem. O esforço de hoje não merecia perder, mas temos que valorizar o que fez a equipe rival, que tem jogadores que fizeram a diferença.”
Projeção para o futuro
Ancelotti também falou sobre a necessidade de renovação para o próximo ciclo.
“É bastante evidente que no meio de campo, têm que chegar jogadores de nível e jovens. Temos no futebol brasileiro jogadores que podemos usar na Seleção.”
O que vem pela frente
Com a eliminação, o Brasil iguala o maior jejum de títulos de sua história, com 24 anos sem