
O atacante Matheus Cunha foi o porta-voz da Seleção Brasileira na entrevista coletiva desta sexta (3), antevéspera do confronto com a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Entre os temas abordados, o camisa 9 detalhou sua versatilidade em campo, comentou a ausência de Lucas Paquetá e respondeu às declarações de Erling Haaland — que classificou as chances norueguesas como “pequenas”. O discurso foi de respeito ao adversário e de confiança no trabalho de Carlo Ancelotti.
Um camisa 9 que não para na área
“Em muitos momentos eu estou de centroavante e tenho que estar flutuando como o ponta do losango ou como um meia de criação. E finalizando como 9. De acordo com os jogos, a comissão dar funções diferentes aos atletas é muito comum. Nesse último jogo, o plano principal para mim era flutuar mais, tentar criar mais jogadas.”
A baixa de Paquetá e a pista sobre o substituto
Matheus Cunha reconheceu o peso da ausência do meia, mas valorizou o entrosamento da equipe. “Depende muito do plano de jogo do treinador. Todos nós ficamos mais confiantes com a continuidade. Para a gente, é de grande confiança poder estar repetindo. Vamos sentir muita falta do Paquetá, sem dúvidas.”
Sobre quem herda a vaga, deu a entender que Martinelli é o favorito: “O Martinelli é quase um atacante, teremos mais possibilidade de atacar profundidade muito mais.”
Favoritismo não joga, diz Matheus Cunha
Quando perguntado sobre as declarações de Haaland, o brasileiro foi direto. “Eu vejo pouco sobre favoritismo. Não busco estas informações. Favoritismo não entra em campo. Por mais que se tenha confiança nos seus companheiros, não ajuda em campo.”
Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Quem vencer avança para as quartas de final.
