
Ainda nem chegou ao mata-mata, mas a Copa do Mundo de 2026 já entrou para a história. Com 56 partidas disputadas, o torneio sediado por Estados Unidos, México e Canadá alcançou 3.605.357 espectadores e superou o recorde que pertencia à edição de 1994, também realizada nos EUA, que levou 3.568.567 pagantes em 52 jogos. Faltam 48 partidas para o fim da competição.
Os maiores públicos totais da história das Copas
- 2026 – 3.605.357 torcedores (56 jogos) | média de 64.381 por partida
- 1994 – 3.568.567 (52 jogos) | média de 68.626
- 2014 – 3.441.450 (64 jogos) | média de 53.773
- 2022 – 3.404.252 (64 jogos) | média de 53.191
- 2006 – 3.367.000 (64 jogos) | média de 52.609
Com a projeção atual, a Copa de 2026 deve ultrapassar facilmente a barreira dos 6 milhões de espectadores, tornando-se a mais assistida e uma das mais lucrativas da história.
Revenda oficial sob críticas
Se os números de público impressionam, as regras do mercado paralelo de ingressos desagradam. A Fifa criou um sistema oficial de revenda — o Resale Marketplace — disponível para residentes do Canadá, Estados Unidos e público internacional, enquanto os torcedores mexicanos utilizam uma plataforma separada.
O discurso da entidade é de que o canal oferece segurança contra fraudes e cambistas. Na prática, porém, a Fifa cobra taxas pesadas: 15% do comprador e 15% do vendedor, o que resulta em uma comissão total de 30% sobre cada transação. Um ingresso revendido a US$ 1.000 (cerca de R$ 5.100) deixa US$ 850 para o vendedor e custa US$ 1.150 ao comprador. E, como não há teto de preço, quem comprou primeiro define o valor.
