
O Corinthians divulgou os números do quarto balancete de 2026 e o cenário é de urgência. Com déficit acumulado de R$ 168 milhões entre janeiro e abril — mais que o dobro dos R$ 72,9 milhões previstos no orçamento —, o clube admite que precisará negociar jogadores já na janela de meio de temporada para equilibrar as contas.
Por que o rombo foi maior no Corinthians
A diretoria justificou parte do desvio orçamentário com uma decisão estratégica: R$ 75 milhões em vendas de direitos federativos que estavam projetadas para o período foram postergadas. A administração optou por priorizar o desempenho na Libertadores e a valorização dos ativos, mas o custo dessa escolha aparece agora no vermelho.
A meta de vendas
Segundo o próprio balancete, a expectativa é arrecadar cerca de 25 milhões de euros líquidos (aproximadamente R$ 150 milhões) com negociações na janela que se abre no meio do ano. O montante é considerado essencial para cumprir a meta orçamentária anual.
Quem pode sair
Dois nomes concentram as atenções do mercado europeu: o meia André, que já recebeu sondagens do Milan, e o atacante Yuri Alberto, que manifestou publicamente o desejo de deixar o clube. A gravidade da situação financeira deve fazer a diretoria acelerar as tratativas caso as propostas cheguem dentro dos valores esperados.
O impasse Memphis
A crise também respinga na situação de Memphis Depay. O Corinthians havia condicionado a renovação do holandês à entrada de parceiros comerciais, o que ainda não ocorreu. Agora, parte da receita obtida com as vendas pode ser usada para tentar segurar o jogador com um novo contrato. Memphis está com a seleção holandesa na Copa do Mundo, e sua situação só será definida após o término do torneio.