
O Palmeiras encerrou as negociações pela contratação do zagueiro Nino, do Zenit. A decisão foi tomada mesmo após o clube russo conquistar o título nacional, condição que os europeus haviam estabelecido para iniciar as conversas. Com Alexander Barboza já integrado ao elenco, a diretoria alviverde reavaliou o cenário e concluiu que não faria um segundo grande investimento para a mesma posição.
A estratégia que não vingou
O Verdão montou uma operação de aproximação constante para não deixar o negócio esfriar. O diretor de futebol Anderson Barros manteve contato frequente com o jogador e seus representantes, e chegou a tornar público o interesse na contratação.
“Nino é um jogador que nós definimos e apostamos sempre na contratação dele. Não é uma contratação simples, até porque existe o clube, que é o controlador da questão contratual. O Palmeiras já esteve com o Zenit, tem conversado com seus representantes e com o atleta. Quando ele esteve em São Paulo, estivemos juntos, e temos que estar sempre resguardando, porque toda exposição é delicada”, explicou Barros à época.
O foco se volta para dentro do Palmeiras
Nas últimas semanas, o clube mudou a rota. As prioridades passaram a ser os atletas que já compõem o elenco e suas renovações contratuais, com atenção especial aos zagueiros Gustavo Gómez e Murilo. A chegada de Barboza preencheu a lacuna que Nino ocuparia, e a direção entendeu que um desembolso elevado não se justificava mais.
Obstáculo duplo: russos e Fluminense
A desistência também leva em conta o custo político e financeiro da operação. O Palmeiras sabia que precisaria de uma quantia expressiva para superar a concorrência, assim como ocorreu na negociação frustrada por Arias. O Fluminense, que trata Nino como ídolo, seria um competidor direto em uma eventual repatriação. Somadas à complexidade de negociar com o Zenit, essas barreiras levaram o clube a reconsiderar completamente a estratégia.