
O goleiro Bruno Fernandes, ex-Flamengo, foi preso na noite desta quinta-feira (7) na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Ele era considerado foragido desde 5 de março, quando a Justiça revogou sua liberdade condicional. A defesa ainda não se pronunciou.
Por que Bruno foi preso?
A prisão é o desfecho da escalada de violações cometidas por Bruno durante o período em que deveria cumprir rigorosamente as regras do benefício. O principal motivo apontado pelo tribunal foi a viagem não autorizada ao Acre, onde o goleiro assinou contrato com um clube local para disputar a Copa do Brasil. Para o juiz Rafael Estrela Nóbrega, a atitude demonstrou descaso absoluto com as condições impostas.
“As condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido. Apenas quatro dias após a efetivação do livramento condicional, o apenado foi para o estado do Acre sem a prévia autorização deste Juízo, em violação às determinações contidas na decisão que concedeu o benefício”, registrou o magistrado.
Outro elemento pesou contra o goleiro: o descumprimento da exigência de recolhimento noturno. Bruno publicou em suas redes sociais imagens em um jogo do Flamengo durante a noite, sem qualquer autorização judicial. Após a exposição, apagou sua conta no Instagram, mas o registro já havia sido notado.
“Acolho o parecer ministerial e REVOGO o livramento condicional concedido ao apenado na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 (dezesseis) anos”, determinou o juiz.
Bruno estava em regime semiaberto desde 2019 e havia progredido para a liberdade condicional em 2023. Durante o período, chegou a atuar por times do interior e de várzea. Ele cumpre pena de 23 anos e um mês pelo assassinato de Eliza Samúdio, em 2013. O corpo da vítima nunca foi localizado.