
Éder Militão está fora da Copa do Mundo após uma ruptura do tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda.
Lasse Lempainen, médico especialista que cuidou de Militão e realizou a cirurgia, concedeu entrevista ao jornal espanhol Marca. Segundo ele, não havia outra opção que não fosse a cirurgia. Especulou-se a possibilidade de ele tentar um tratamento conservador, mas isso, segundo Lasse, poderia tirar a sua carreira.
“Não havia outra opção. Militão é meu paciente e temos uma relação de confiança médico-paciente. Não posso revelar nada que não tenha sido publicado previamente. O que posso dizer é que a lesão dele era muito grave. A única opção era operar: com essa lesão no isquiotibial, ele não poderia continuar sua carreira profissional no mais alto nível. A decisão estava clara. Lamentamos muito que, em consequência disso, ele não possa participar do Mundial deste verão.”
Baixa de peso para Ancelotti
Militão era peça-chave nos planos da Seleção Brasileira por sua versatilidade — podia atuar como zagueiro ou lateral-direito. Ele integrava o grupo de 24 jogadores que só ficariam fora do Mundial por lesão. Agora, Carlo Ancelotti terá que reconstruir o setor defensivo sem um de seus nomes mais experientes.
Histórico assustador de Militão
A atual é a terceira lesão muscular do defensor só nesta temporada. Na anterior, com comprometimento do tendão, ficou quatro meses parado e perdeu 24 partidas. O drama, porém, começou antes: em agosto de 2023, sofreu a primeira ruptura de ligamento cruzado no joelho esquerdo e só voltou em março de 2024. Em novembro do mesmo ano, veio a segunda bomba — ruptura completa do cruzado com danos nos dois meniscos, que o tirou de ação até julho de 2025.
Em menos de três anos, Militão acumula duas cirurgias graves nos joelhos e uma sequência de lesões musculares que agora lhe custam o Mundial.