
O Brasileirão 2026 não é diferente dos demais em um ponto importante na cultura do futebol brasileiro: a troca de treinador. E o fato repercute até mesmo fora do continente. Uma reportagem do jornal espanhol AS evidenciou em solo europeu a cultura de instabilidade que assola o futebol nacional: em apenas 10 rodadas, exatamente 10 treinadores perderam o emprego. O dado mais simbólico é que os três últimos comandantes da Seleção Brasileira — Tite, Fernando Diniz e Dorival Júnior — engrossam a lista de vítimas da “dança das cadeiras”.
“A falta de renovação de treinadores faz com que uma figura como Renato Gaúcho tenha dirigido o Fluminense em até seis etapas diferentes e também tenha passado por gigantes como Flamengo, Grêmio ou agora novamente o Vasco da Gama em uma terceira passagem”, destaca a reportagem.
O diário espanhol detalha a queda de cada um: Tite durou apenas 17 partidas no Cruzeiro; Diniz caiu na terceira rodada do Vasco; e Dorival Júnior não resistiu à pressão no Corinthians na 10ª jornada. A lista de demitidos inclui ainda nomes de peso como Jorge Sampaoli (Atlético-MG), Filipe Luís (Flamengo) e Hernán Crespo (São Paulo).
Os 10 técnicos demitidos no Brasileirão 2026
| Clube | Treinador | Rodada | Jogos |
|---|---|---|---|
| Atlético-MG | Jorge Sampaoli | 3ª | 34 |
| Vasco | Fernando Diniz | 3ª | 54 |
| Flamengo | Filipe Luís | 3ª | 100 |
| Remo | Juan Carlos Osorio | 4ª | 14 |
| São Paulo | Hernán Crespo | 4ª | 46 |
| Cruzeiro | Tite | 6ª | 17 |
| Santos | Juan Vojvoda | 7ª | 34 |
| Botafogo | Martín Anselmi | 8ª | 18 |
| Chapecoense | Gilmar Dal Pozzo | 9ª | 89 |
| Corinthians | Dorival Júnior | 10ª | 66 |
Efeito colateral: contas no vermelho
Isso também traz impacto financeiro. Para se protegerem, os clubes do Brasileirão são obrigados a assinar contratos com multas rescisórias cada vez mais altas, o que agrava ainda mais as já combalidas finanças das equipes. A cultura do resultado imediato, além de queimar profissionais, pesa nos cofres.