
A defesa do ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, entrou com um pedido para suspender as investigações que apuram a suposta exploração irregular de camarotes no Morumbis durante sua gestão. A informação, inicialmente divulgada pelo GE, foi confirmada pela reportagem.
A solicitação veio logo após a Justiça negar o pedido dos advogados para que Casares pudesse acompanhar e participar ativamente das oitivas de dois funcionários do clube que trabalhavam diretamente com o ex-dirigente. Ao ter o requerimento recusado, a defesa argumentou que o direito de questionar testemunhas estaria sendo cerceado e, por isso, pediu a paralisação total do processo.
Até o momento, a defesa de Julio Casares não se manifestou oficialmente sobre essa nova investida judicial.
O escândalo que derrubou Casares no São Paulo
O caso veio à tona após o GE divulgar áudios que indicavam um esquema de comercialização ilegal do camarote 3A do Morumbis durante grandes shows. A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo abriram uma força-tarefa e encontraram indícios de que a prática vinha ocorrendo desde 2023.
Segundo as gravações, a administração do espaço teria sido repassada a Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária do esquema. No show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025, os ingressos para o camarote chegaram a ser vendidos por R$ 2,1 mil, gerando uma receita estimada em R$ 132 mil apenas naquela noite.
A pressão política e pública levou à abertura de um processo de impeachment no clube. Casares foi afastado preventivamente do cargo e, para não enfrentar uma Assembleia Geral de sócios que poderia selar sua deposição, optou por renunciar à presidência.