
O Corinthians entregou à Polícia Civil as gravações do circuito interno de segurança da Neo Química Arena para auxiliar na investigação sobre a confusão generalizada que tomou conta dos vestiários após o Dérbi contra o Palmeiras, no último domingo (12). As imagens serão usadas para esclarecer as acusações mútuas de agressão entre funcionários dos dois clubes.
Enquanto o Palmeiras registrou um Boletim de Ocorrência formal pela suposta agressão do preparador de goleiros corintiano ao atacante Luighi, os jogadores do Timão que alegam ter sido atingidos por seguranças palmeirenses optaram por não levar o caso à esfera policial.
Investigações sobre o caso de racismo no estádio do Corinthians
Além das imagens do túnel, o clube alvinegro também encaminhou ao Drade (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva) as filmagens do Setor Oeste do estádio. O material pode identificar a torcedora flagrada em vídeo — divulgado inicialmente pelo portal Nosso Palestra — chamando o goleiro Carlos Miguel de “macaco”. O insulto ocorreu imediatamente após a defesa do arqueiro palmeirense na finalização de Yuri Alberto.
Julgamento no STJD
Ambos os episódios (a rixa nos vestiários e a injúria racial) estão na pauta do Superior Tribunal de Justiça Desportiva desta sexta-feira. O Corinthians enfrenta o risco de uma punição severa, que pode chegar à perda de até dez mandos de campo. O conteúdo das câmeras internas será determinante para o tribunal avaliar a consistência das denúncias cruzadas.