
A partida entre Corinthians e Palmeiras, já manchada por expulsões e confusões internas, ganhou um capítulo ainda mais grave após o apito final. O clube alviverde se manifestou oficialmente para denunciar um episódio de injúria racial direcionado ao goleiro Carlos Miguel. A ofensa teria ocorrido justamente no lance de maior perigo do jogo, quando o arqueiro palmeirense defendeu a finalização cara a cara de Yuri Alberto.
Um vídeo divulgado pelo portal Nosso Palestra captou o momento em que um torcedor, das arquibancadas da Neo Química Arena, teria proferido a palavra “macaco” em direção ao atleta. Em seu comunicado, o Palmeiras classificou a atitude como uma “grave violência” e cobrou uma resposta firme das instituições.
A nota do Palmeiras
“A Sociedade Esportiva Palmeiras tomou conhecimento, a partir de reportagem e imagens veiculadas pelo site ‘Nosso Palestra’, de que o goleiro Carlos Miguel foi alvo de ofensas racistas durante o Dérbi deste domingo (12), na Neo Química Arena. Diante deste ato de violência inadmissível e contrário a qualquer princípio de civilidade, o clube manifesta total apoio ao seu jogador e exige que os órgãos competentes adotem as medidas cabíveis, garantindo a identificação e a devida punição dos responsáveis. Racismo é intolerável!”
A resposta do Corinthians
O Timão não se furtou a comentar o ocorrido e também divulgou um posicionamento oficial pouco depois. No texto, o clube da casa reafirmou seu repúdio histórico a qualquer manifestação discriminatória e garantiu empenho para localizar o autor do grito.
“O Sport Club Corinthians Paulista expressa sua integral solidariedade ao goleiro Carlos Miguel, que foi covardemente atacado com injúrias raciais no clássico deste domingo (12). Repudiamos com a máxima veemência qualquer ato de preconceito ou discriminação, reiterando nossa trajetória de luta em defesa do respeito e da inclusão. Informamos que buscaremos, incansavelmente, a identificação do(s) envolvido(s) neste ato execrável, colaborando ativamente com as autoridades policiais e judiciais. O racismo não pode ter espaço no esporte, nem na sociedade.”