
O São Paulo entrou em modo de espera, mas com os punhos cerrados. O clube concedeu um prazo de dez dias para que o zagueiro Robert Arboleda se reapresente — uma segunda chance após a notificação anterior de 24 horas ter sido ignorada. Enquanto aguarda, a diretoria já avalia os próximos passos jurídicos.
A tendência é que, se Arboleda não retornar ao Brasil dentro do prazo estipulado, o Tricolor acione a FIFA pedindo a rescisão unilateral do contrato. O cenário mais provável é um imbróglio judicial que pode se estender à Corte Arbitral do Esporte (CAS). O São Paulo pretende ainda exigir o pagamento da multa rescisória do próximo clube que o jogador assinar.
Por que o São Paulo irá à Justiça?
A diretoria de futebol entende que Arboleda é um ativo do clube e que o contrato está sendo rompido por culpa exclusiva do atleta. Há ainda o temor de que o zagueiro se beneficie da própria irregularidade: ao abandonar o clube, ele poderia assinar com outra equipe, receber luvas e deixar o São Paulo de mãos vazias.
A ideia é coibir que esse tipo de conduta vire “procedimento padrão” para jogadores que desejam deixar o clube sem negociar. Por isso, caso Arboleda assine com outro time, o Tricolor promete acionar a Justiça Desportiva para cobrar a multa integral.
Os valores são altos: R$ 300 milhões para o mercado interno e R$ 600 milhões para o exterior.
E agora?
O São Paulo segue esperando, mas já admite nos bastidores que o ciclo de Arboleda no clube se encerrou. A ideia inicial era negociá-lo — o zagueiro tem experiência, anos de casa e valor de mercado. No entanto, a diretoria teme que a situação já tenha desvalorizado o atleta e complicado qualquer possibilidade de negociação.
