
Após anunciar a demissão de Dorival Júnior neste domingo (5), o Corinthians agora entra na fase de negociação da multa rescisória. O treinador custava cerca de R$ 2 milhões por mês aos cofres alvinegros — valor que incluía sua comissão técnica. Com a quebra do contrato, o clube terá que desembolsar aproximadamente R$ 7,5 milhões, considerando obrigações ainda pendentes e a rescisão em si.
Por que Dorival foi demitido?
O técnico não resistiu à sequência de nove jogos sem vencer. Em entrevista, o executivo de futebol Marcelo Paz explicou que a diretoria entendeu que o trabalho havia atingido seu limite evolutivo.
“Por respeito à imprensa e ao torcedor, viemos reiterar a não continuidade do trabalho de Dorival Júnior e sua comissão técnica. Agradecemos o empenho e resultados, com dois títulos que estão na história do clube. Todavia, entendemos, junto com o presidente Osmar, que o trabalho bateu no seu teto. Não conseguia mais evolução técnica”, afirmou Paz.
O executivo também destacou que o longo período sem vitórias foi determinante. Para um clube do tamanho do Corinthians, nove jogos sem vencer é tempo mais do que suficiente para uma mudança.
“Nove jogos sem vencer é muita coisa para o Corinthians. O time não conseguia mais atacar, finalizar, derrotas em casa. Tentamos dar tempo para as correções. Tivemos períodos de treinamentos, buscamos dar o tempo, mas o futebol é resultado e eles não vieram. Nove jogos é um período longo. Ele reconheceu que era um período longo e a produção não era a ideal.”
Os números de Dorival no Timão
Dorival deixa o Corinthians com duas conquistas: a Copa do Brasil (2025) e a Supercopa Rei (2026). Ao todo, foram 63 partidas, com 26 vitórias, 19 empates e 18 derrotas — um aproveitamento de 51,3%.