
A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 ganhou um desfecho importante nesta terça-feira, 31. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, garantiu que a seleção iraniana estará presente no torneio e disputará suas partidas nos estádios originalmente definidos pelo sorteio.
A declaração foi dada na Turquia, onde o Irã goleou a Costa Rica por 5 a 0 em um amistoso. Em entrevista à agência de notícias AFP, Infantino afirmou que não há qualquer impedimento para a participação do país.
“Estamos aqui para isso. Estamos satisfeitos porque é uma equipe muito, muito forte. Estou contente. Encontrei o time, conversei com os jogadores, com o treinador, está tudo certo. As partidas serão disputadas onde têm que ser disputadas, de acordo com o sorteio”, disse o mandatário.
O que estava em jogo
A polêmica em torno da presença iraniana no Mundial ganhou força após o agravamento do conflito no Oriente Médio. Estados Unidos, Israel e Catar protagonizaram ataques contra o Irã, em meio a uma escalada de tensões que incluiu a morte do aiatolá Ali Hosseini Khamenei.
Diante do cenário de guerra, o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, chegou a declarar à TV estatal que o país não participaria da Copa. “Considerando que esse regime corrupto assassinou nosso líder, não podemos, em hipótese alguma, participar da Copa do Mundo. Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para isso”, afirmou.
Donyamali também citou as duas guerras impostas ao Irã nos últimos meses: “Dadas as ações maliciosas que praticaram contra o Irã, impuseram duas guerras a nós ao longo de oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares do nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter essa presença.”
O cenário da Copa
A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. O Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Se a palavra de Infantino se confirmar, a seleção iraniana fará todos os seus jogos em solo americano — dois em Los Angeles e um em Seattle.
Havia sugestões de que os jogos do Irã fossem transferidos para o México, como forma de contornar as tensões políticas. No entanto, a FIFA sequer chegou a cogitar essa possibilidade.
