
O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou novamente, na noite desta sexta-feira (27), as contas do clube referentes a 2025. A segunda votação foi convocada após um erro processual na primeira — o estatuto exige votação aberta, mas o pleito anterior havia sido realizado com voto secreto.
Com a mudança para o voto público, a reprovação se intensificou: na primeira oportunidade, foram 194 votos contrários e 34 favoráveis; desta vez, o placar chegou a 210 contra 24, com quatro abstenções.
Motivo da rejeição no São Paulo
Apesar de o balanço apresentar números positivos — como receita recorde superior a R$ 1 bilhão e redução do endividamento para R$ 850 milhões — os conselheiros rejeitaram o documento. O principal argumento foi a falta de explicação sobre saques realizados pelo presidente Julio Casares. O clube detalhou apenas R$ 4 milhões dos R$ 11 milhões destinados à presidência, deixando R$ 7 milhões sem justificativa clara.
Integrantes da oposição avaliam que a reprovação fortalece a possibilidade de Casares ser denunciado à Comissão de Ética por gestão temerária. Em um cenário mais extremo, avaliam que ele pode até ser expulso do colegiado e ter que ressarcir valores aos cofres do clube.
O atual presidente, Julio Casares, havia tentado articular a aprovação do balanço com o argumento de que a reprovação poderia dificultar a obtenção de linhas de crédito pelo time.
