
A Itália entra em campo nesta quarta-feira, 26, com a missão de evitar um vexame histórico: ficar fora da terceira Copa do Mundo consecutiva. Para isso, a Azzurra aposta em uma estratégia que vai além do futebol — trocou de casa. Em vez do imponente San Siro, a equipe de Gennaro Gattuso mandará o duelo contra a Irlanda do Norte no estádio Atleti Azzurri d’Italia, em Bérgamo, a casa da Atalanta, com capacidade para pouco mais de 20 mil torcedores.
A decisão, incomum para uma seleção do porte da Itália, tem um objetivo claro: criar um “caldeirão” que intimide o adversário e potencialize o apoio da torcida. A escolha foi defendida publicamente pelo técnico Gattuso, que explicou as razões táticas por trás da mudança.
“Eu escolhi Bérgamo. A federação me apoiou”, afirmou o treinador em entrevista coletiva. “Em Milão, há torcedores da Inter e do Milan. Se você der um passe errado, eles vão te vaiar. Em Bérgamo é diferente. Me receberam de braços abertos na minha estreia. Eu queria um estádio caldeirão. Espero que não tenhamos feito uma escolha errada.”
A estratégia reflete a pressão que cerca a campanha italiana. Após o trauma de não se classificar para a Copa do Mundo de 2022, a Azzurra busca a qualquer custo evitar um terceiro vexame seguido — algo que seria inédito para uma das seleções mais tradicionais do planeta.
O caminho da Itália na repescagem
A Itália integra o Caminho A do playoff europeu. Se superar a Irlanda do Norte, enfrentará na final, no dia 31 de março, o vencedor do duelo entre País de Gales e Bósnia e Herzegovina.