
A Finalíssima 2026, torneio que colocaria frente a frente o campeão da Copa América e o vencedor da Eurocopa em partida única, foi cancelada. O anúncio foi feito pela UEFA neste domingo, 15, após impasses envolvendo o local do confronto.
O jogo estava inicialmente previsto para acontecer no Catar. No entanto, as tensões no Oriente Médio após os ataques envolvendo o Irã inviabilizaram a realização da partida por lá, obrigando as entidades a buscarem uma nova sede. O que se seguiu foi uma queda de braço entre Europa e América do Sul.
O imbróglio diplomático
A UEFA e a federação espanhola, representante da campeã europeia, insistiram em manter o jogo em território europeu. Chegaram a sugerir o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, como palco. Diante da resistência sul-americana, propuseram então um campo neutro, desde que dentro da Europa.
Do outro lado, a AFA e a CONMEBOL recusaram todas as ofertas. Os argentinos argumentam que o mando de campo lhes pertence: na primeira edição da Finalíssima, em 2022, o jogo foi em Wembley, na Inglaterra. Com a inviabilidade do Catar — país que carrega um simbolismo especial para os hermanos, palco do título da Copa de 2022 —, a avaliação é de que a partida deveria ocorrer na América do Sul. A sugestão argentina foi o Monumental de Núñez, em Buenos Aires.
Para os sul-americanos, a insistência europeia em jogar no Bernabéu soou como uma tentativa de favorecer a Espanha, que teria o apoio da torcida local.
A tentativa de acordo e o fim da linha para a UEFA
Ainda houve uma última investida da UEFA: propor dois jogos. O primeiro antes da Copa do Mundo de 2026, e o segundo em Buenos Aires, entre as edições da Euro e da Copa América de 2028. A proposta também foi rejeitada.
Os argentinos chegaram a sugerir um adiamento para depois do Mundial, mas a Espanha alegou não ter datas disponíveis. Sem consenso, a Finalíssima ficou para depois — ou melhor, para nunca.