
A decisão do São Paulo de substituir Hernán Crespo por Roger Machado no comando técnico veio acompanhada de um impacto financeiro significativo. O clube terá que desembolsar uma quantia milionária para rescindir o contrato do argentino, cuja demissão pegou o treinador de surpresa.
A multa rescisória prevê o pagamento de três salários, o que ultrapassa os R$ 4 milhões. Mas o valor não é o único passivo pendente com o treinador. Crespo ainda não recebeu a multa referente ao seu primeiro contrato com o clube, no valor aproximado de R$ 2,5 milhões — dívida que já havia motivado uma ação na FIFA, retirada após acordo quando ele foi recontratado.
Agora, com a nova demissão, a tendência é que o argentino volte a acionar o clube na entidade caso não haja negociação ou pagamento. Ainda não está claro se Crespo dificultará o processo ou se mostrará flexível para facilitar a vida do São Paulo.
Números da passagem de Crespo
Crespo deixa o Tricolor com um aproveitamento de 21 vitórias, sete empates e 18 derrotas em sua segunda passagem. No Brasileirão do ano passado, terminou na oitava colocação. Nesta temporada, foi eliminado na semifinal do Paulistão. Em sua primeira passagem, conquistou o título estadual.
Alívio nos salários, desconfiança na torcida
Enquanto arca com os custos da saída de Crespo, o São Paulo projeta uma economia mensal com a chegada de Roger Machado. A nova comissão técnica custará cerca de R$ 750 mil por mês — metade do valor gasto com a equipe argentina, que era de aproximadamente R$ 1,5 milhão.
A troca, porém, não foi recebida com empolgação pela torcida. Roger vinha em baixa no mercado e encara a oportunidade no São Paulo como a mais importante de sua carreira. Seu contrato é válido até o fim da temporada.