
O São Paulo encaminhou nos últimos dias um novo patrocínio que promete reforçar os cofres do clube, mas também levanta um debate curioso fora de campo. A Unimed Seguros, empresa do setor de saúde, estampará sua marca na barra traseira da camisa tricolor — desde que abra mão de suas cores originais.
Isso porque a diretoria são-paulina vetou o uso do verde no uniforme, cor fortemente associada ao Palmeiras, um dos maiores rivais do clube. O logotipo da Unimed, que tem o tom como predominante, será adaptado para o vermelho, garantindo sintonia com a identidade visual do Tricolor.
São Paulo com verde
A decisão, no entanto, reacende uma discussão histórica: o São Paulo já vestiu verde em duas ocasiões. A primeira vez foi entre 1998 e 1999, quando o Grupo Cirio, empresa italiana do ramo alimentício, patrocinou o clube com sua marca de massa. Na ocasião, o logo trazia um tom esverdeado que estampou o uniforme são-paulino por duas temporadas.
O segundo episódio aconteceu em 2016, na última rodada do Campeonato Brasileiro. Em homenagem às vítimas do acidente aéreo com a Chapecoense, o São Paulo entrou em campo contra o Santa Cruz com uma camisa preta, sem patrocínios, estampando o escudo da Chape e a mensagem #ForçaChape. Os uniformes foram leiloados e a renda destinada às famílias dos mortos na tragédia.
Contrato robusto e próximos passos
Apesar da polêmica cromática, o novo acordo é comemorado internamente. O vínculo com a Unimed Seguros terá duração de cinco temporadas e deve render cerca de R$ 15 milhões por ano ao São Paulo — um total de R$ 75 milhões. O contrato já está bem encaminhado e depende apenas da aprovação dos conselhos Deliberativo e de Administração para ser anunciado oficialmente.
Na gestão de Harry Massis, que comanda o clube interinamente após a saída de Julio Casares, a prioridade tem sido justamente ampliar receitas e equilibrar as finanças. O novo patrocínio é visto como mais um passo nessa direção, ainda que exija uma adaptação pouco convencional por parte da empresa parceira.