
Com seis contratações já oficializadas, o Corinthians ainda não fechou a porta do mercado. O clube corre contra o tempo para reforçar o elenco pontualmente até o dia 3 de março, prazo final da janela de transferências. A diretoria mira oportunidades sem custo de aquisição — seja por empréstimo ou com atletas livres — e mantém atenção especial ao meio-campo e ao ataque.
A informação, divulgada inicialmente pelo GE, foi confirmada pela reportagem.
Nos bastidores do CT Joaquim Grava, o tom é de alerta. Dorival Júnior tem repetido em todas as entrevistas coletivas: o grupo precisa de mais peças. O técnico vê com preocupação a sequência de lesões e a dificuldade de encaixar os recém-chegados ao time. Até agora, em 12 jogos na temporada, o Corinthians ainda não repetiu a escalação — um reflexo direto das ausências e da falta de entrosamento.
— Precisamos de um elenco mais robusto, com mais variação, pra conseguir pelo menos manter uma base. Isso é essencial. Muitos times jogam com a formação praticamente pronta; a gente mal repetiu time. E, mesmo assim, o grupo tem correspondido — avaliou o treinador.
A maratona de jogos também pesa. Com férias curtas, pré-temporada acelerada e decisões logo no início do ano, como a Supercopa Rei, o departamento de futebol tenta equilibrar recuperação física, prioridades no Brasileirão e adaptação dos reforços.
Quem já estreou e quem ainda falta no Corinthians
Dos seis nomes anunciados, quatro já entraram em campo:
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Gabriel Paulista (zaga)
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Matheus Pereira (meio-campo)
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Allan (meio-campo)
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Pedro Milans (lateral-direita)
O atacante Kaio César também chegou a atuar, mas sofreu lesão e virou desfalque. Seguem aguardando a estreia o volante Zakaria Labyad, contratado nesta janela, e o lateral-esquerdo Fabrizio Angileri, que renovou vínculo recentemente.
Olho no meio-campo e ataque
Internamente, a leitura é objetiva: meio-campo e ataque são as prioridades. As lesões de Yuri Alberto e Matheus Pereira acenderam um sinal vermelho no departamento médico. O Corinthians entende que, com o calendário cheio e presença em todas as competições, o elenco atual pode não dar conta se novas baixas acontecerem.
Com uma dívida que ultrapassa R$ 2,8 bilhões, o discurso da diretoria é cirúrgico: contratar sem gastar com aquisição. Reforçar sem estourar o orçamento virou pré-requisito.