
A recusa do Corinthians em pagar a multa de R$ 1 milhão para concretizar a cessão do volante Alisson levou a uma situação de ruptura entre o jogador e o São Paulo, tornando seu futuro no clube praticamente inviável.
O impasse se agravou após atitudes do atleta, que, ainda como jogador são-paulino, visitou o CT do Corinthians e agiu nos bastidores como se já fosse atleta do clube rival, desgastando profundamente sua relação com a diretoria e a comissão técnica tricolor.
Com seu contrato válido até o final de 2027, o São Paulo não aceitará negociar uma rescisão. A avaliação interna é de que a postura do Corinthians seria uma estratégia para forçar uma saída gratuita do jogador, facilitando sua posterior contratação.
A posição insustentável de Alisson
Devido às suas ações, Alisson pode nunca mais vestir a camisa do São Paulo. A diretoria agora busca um novo clube para emprestá-lo, mas o desgaste criado pode ter desvalorizado o atleta no mercado.
Caso permaneça, ele será rebaixado à última opção do elenco, destinado a partidas de menor expressão e à reserva – um cenário similar ao vivido pelo meia Luan em sua fase final no clube.
Os custos da operação frustrada
A negociação acertada entre os diretores Rui Costa (São Paulo) e Marcelo Paz (Corinthians) previa uma estrutura complexa de pagamentos, que agora não se concretizará:
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Cessão: R$ 1,5 milhão (sendo R$ 1 milhão à vista)
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Bônus por jogos: R$ 1,5 milhão ao atingir 25 partidas com mais de 45 minutos
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Bônus por Majestoso: R$ 2 milhões por cada clássico disputado (dois garantidos no Brasileirão)
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Opção de compra: R$ 15,5 milhões
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Salários: R$ 5,5 milhões pelo período
O acordo foi vetado pela presidência corintiana, que alegou problemas de fluxo de caixa para efetuar o pagamento à vista de R$ 1 milhão. O São Paulo, por sua vez, manteve a posição de que só liberaria o atleta após o crédito do valor em suas contas.
