Em meio a uma crise, Paulo Serra é eleito novo presidente do Consórcio

 Pleito também define Adler Teixeira-Kiko como vice-presidente da gestão 2019 da entidade regional

 

Paulo Serra é eleito presidente do Consórcio e terá de administrar crise vivida na entidade. Foto: Divulgação

 

 

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Após três tentativas frustradas, o Consórcio Intermunicipal, entidade que envolve quatro prefeituras da Região do ABCD, finalmente, conseguiu realizar a eleição para a troca da presidência da instituição que vive uma grave crise. O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), foi eleito nesta terça-feira (08/01), por unanimidade, da entidade e vai suceder no cargo o prefeito Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo. A Assembleia Geral elegeu ainda o prefeito de Ribeirão Pires, Adler Teixeira-Kiko (PSB), como vice-presidente da entidade. A reunião contou com a presença da prefeita interina de Mauá, Alaíde Damo (MDB).

Na gestão de Morando, o Consórcio passou pela mais grave crise de sua história. Por discordarem do método de gerenciamento, três cidades abandonaram a entidade desde que o prefeito de São Bernardo assumiu a instituição em 2017: Diadema, São Caetano e Rio Grande da Serra deixaram a entidade  com duras críticas voltadas ao excesso de gastos com publicidade e falta de retorno de investimentos nos municípios.

 Projetos

O novo presidente da entidade pretende apresentar um plano de ação específico para o Consórcio com ênfase em questões como combate às enchentes, saúde e mobilidade urbana. “São áreas que já geraram frutos concretos para a região e em que já existe uma integração mais adiantada entre as cidades. Por isso, nosso objetivo é focar em projetos em que tenhamos uma capacidade de implementação maior”.

Temos pendências possíveis de serem tiradas do papel em parceria com novo governador e com o novo presidente da República. O Consórcio terá o papel de levar demandas regionais especialmente destas três áreas adiante”, acrescentou.

Morando disse que assumiu a responsabilidade de manter a instituição funcionando mesmo com a diminuição de um terço da sua receita. “Reduzimos o repasse dos municípios para o Consórcio de 0,50% da receita ordinária líquida para 0,25%, em 2017, e para 0,17%, desde o ano passado. Toda esta economia, sem ter que mudar a estrutura da entidade, foi indiscutivelmente o melhor efeito de gestão”.

 

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